Sim, foi essa frase que me motivou a escrever minha primeira postagem.
Meu nome é Francieli, tenho 23 anos e estou na saga para me tornar au pair desde 2014. Durante esse longo tempo de espera eu li TODOS os blogs de au pairs brasileiras que estão no Estados Unidos, na Europa, das que desistiram e das que já se "aposentaram". Para cada etapa do processo de intercâmbio eu encontrei um relato, uma dica, um desabafo que foram imensamente importantes para essa pessoinha curiosa aqui. Para alguém que, assim como eu, adora explorar esses blogs decidir ser Au Pair não é se jogar no desconhecido, e é por isso que eu agradeço de coração a todas as meninas que dividiram e dividem suas experiências. Eu resolvi que criaria o meu depois que colocasse meus pés em terras estrangeiras, mas os últimos acontecimentos, ou melhor, a falta deles, me fez sentir uma necessidade gigante de escrever sobre isso, dividir minhas angústias com quem já passou ou está passando pela mesma coisa.
Usei como título dessa postagem a odiada frase que li nos dois últimos e-mails que recebi de possíveis host families. Pois é, elas não me quiseram, e isso doeu um pouco, receber um não da primeira família que hospeda um time de hóquei em casa durante a temporada e que mora em uma cidade onde eu não gostaria de morar foi o de menos, mas a segunda family ... ahhh a segunda family. Eu já estava me imaginando morando na gelada Minneapolis, torrando minha grana no Mall of America, alimentando o esquilo albino que eles têm no quintal e brincando com os três babies mais loiros que já vi na vida. Calma aí, três babies? Talvez não tenha sido tão ruim assim não ter ficado com essa família. Mas receber um não nessa fase é chato, principalmente pra mim, a rainha da ansiedade. Estou online desde o dia sete de fevereiro desse ano, três famílias apareceram, uma sumiu e duas fecharam com outra au pair. Há nove dias que nenhuma família aparece no meu perfil, nenhumazinha, e isso estava me deixando pilhada até que me coloquei fora dessa situação e observei o todo, concluí que quanto mais dias eu ficar aqui no Brasil com meus amigos e família melhor será. O intercâmbio é uma realidade, ele vai acontecer, até setembro tem chão (preciso viajar até setembro, depois explico o porquê) então por que fica esquentando a cabeça? Você, querida desesperada futura au pair, relaxe aí também... Se entupa daquele pão de queijo que só a sua mãe sabe fazer, coloque o biquíni na mala e vá pegar um sol em um cantinho brasileiro que ainda não conheça, saia para beber caipirinha, aproveite o calor enquanto o dia do embarque não chega, porque sim, esse dia chegará.
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